Quando o Sindicato dos Trabalhadores não exerce seu papel e um Poder Paralelo surge.
A razão de existir de um Sindicato é ser o representante dos empregados na defesa dos interesses deles. E sendo assim, este deve estar disposto a dialogar com seus representados constantemente, e quando isso não acontece uma oposição pode surgir e sempre com o objetivo de destitui-lo e formar uma nova diretoria.
Todavia casos raros de poder paralelo que não se tornam um Sindicato, podem surgir e passar a exercer as funções deste dentro de uma fábrica. E isto aconteceu em uma determinada empresa, onde um grupo de 4 empregados passaram a fazer o papel do Sindicato, criando uma situação extremamente difícil para a Administração de Recursos Humanos e para a Gerência de Produção desta empresa, pois do ponto de visto legal, a empresa deve ter as suas relações sociais com o Sindicato que representa seus empregados legalmente, mas diante deste poder paralelo exercido pelas 4 empregados que atuavam de forma secreta, sem que fossem identificados , criou-se uma situação totalmente inusitada e difícil, para não dizer de uma relação quase impossível. Mais tarde identificados por um trabalho de inteligência de RH.
Na verdade, eram 4 pessoas que exerciam influência sobre os empregados, porque ocuparam o espaço que o Sindicato não ocupou e que também porque a Liderança desta fábrica, era uma Liderança distante dos empregados. Com um Sindicato ausente, não foi difícil aparecer uma nova liderança, embora sem preparo de representação, mas exercendo o papel deste.
O problema tornou-se mais complexo, quando uma negociação para continuidade de Regime de Trabalho de Turnos Ininterruptos teve início, porque o Sindicato dos Empregados não conseguiu levar adiante a negociação porque o poder paralelo influenciou todos os empregados envolvidos a não aceitar nenhuma proposta da empresa e do Sindicato.
E em várias Assembleias para votação das propostas, embora fossem propostas consideradas boas pelo Sindicato e cuja defesa destas nas Assembleias era o objetivo, todas foram recusadas. E ficando visível que as recusas eram simplesmente recusas por influência deste poder paralelo. Até que em uma das Assembleias, os empregados proclamaram Greve contra o desejo do Sindicato.
Horas depois a empresa recebe a carta de comunicação de greve enviada pelo Sindicato conforme a legislação vigente na época. E diante da carta, a pergunta foi : como evitar a greve sendo que o representante legal , embora tenha assinado a carta , não era a favor da greve. Sendo assim a greve seria feita pelos empregados, a empresa teria o prejuízo da greve e como tratar esta questão pela empresa do ponto de vista legal, com estabelecer um Dissidio de Greve, uma vez que o Sindicato não defendia a greve.
Em termos de Negociação pelo ponto de vista da Relações do Trabalho/Sindicais, a empresa negociaria com quem, uma vez que o Sindicato representante legal, era contra a greve, e os influenciadores eram anônimos.
Este Consultor que era o Diretor de Recursos Humanos desta empresa, através de uma trabalho de inteligência identificou 4 influenciadores, e convocou uma reunião de negociação com objetivo de evitar a greve, convidando Diretores Sindicais com a presença do Presidente do Sindicato, membros do Sindicato que trabalhavam na empresa e uma comissão de 8 empregados, incluindo os 4 influenciadores de forma a não caracterizá-los como tais.
A reunião teve duração de 10 horas, e ao fim um acordo foi firmado evitando a greve.
Este foi um caso raro e de sucesso dirigido por este Consultor.